Um bando de pseudo estrelas desorganizadas

Equipa de Ciências da Comunicação desilude na estreia

A equipa do curso de Ciências da Comunicação (CC) da Universidade do Algarve realizou, no passado dia 18 de Novembro, em Estoi, o primeiro jogo do grupo F da liga de futsal Papa24. Um jogo que marcou o regresso da equipa à competição académica inter-cursos, depois de um ano de ausência.

Organizada anualmente pela Associação Académica da UAlg, a liga Papa24 conta este ano com a participação de 32 equipas, distribuídas por 8 grupos. Para a organização, a iniciativa é uma forma “de aliviar o stress dos alunos e puxá-los da vida sedentária de secretária que a escola obriga”. Para Ricardo Teresa, fixo da equipa de CC, “este tipo de actividades são boas, boas para a malta confraternizar, ir ganhando espírito de equipa. Ajuda a que a malta se relacione melhor uns com os outros e a não tornar a escola tão pesadona.”

Os atletas de Ciências da Comunicação, elevados por uma das claques mais numerosas até agora neste torneio, como salientou a organização, chegaram a Estoi moralizados. O treinador João Caetano, entre o rebuliço do balneário, disse apresentar neste primeiro jogo “um plantel agressivo, com muita garra, com vontade de ganhar e beber umas minis no fim.” O homem que comanda a equipa confessou ao Experimental estar bastante satisfeito por, logo no seu primeiro ano de curso, ser o escolhido para liderar a equipa técnica.

Nos primeiros minutos, a equipa de CC até foi quem assumiu as rédeas da partida, criando inclusive a primeira grande situação flagrante de golo. Contudo, o início forte dos atletas de comunicação denunciou o excesso de confiança e o individualismo dos jogadores, permitindo, por várias vezes, um corredor fácil até à baliza de Luís Soares.

Ao cair do primeiro tempo, a frustração e a infantilidade da equipa de CC já tinha oferecido dois golos sem resposta à equipa adversária, perante a incapacidade de João Caetano. O treinador, já sem voz, admitia: “a equipa está a defender mal, a dinâmica de jogo não é a esperada, não ta a sair como ensaiamos nos treinos”.

Ao intervalo, o suor injustificado e a cabeça baixa reflectiam a atitude da equipa da ESE. “Estamos mal posicionados, a outra equipa esta melhor que nós. Não há tranquilidade”, acrescentava Ricardo Teresa.

Da bancada soavam as primeiras vozes de contestação. Márcio Gonçalves, licenciado em Ciências da Comunicação, considerava a equipa de CC “completamente desorganizada, a jogar cada um por si.” Para Joana Ferreira, também aluna do curso, a causa do mau resultado foi óbvia, perante as más opções técnicas efectuadas no primeiro tempo, realçando “que se deve dar oportunidade aos mais novos do primeiro ano, mas assim não vamos lá.”

Na segunda parte, os pupilos de João Caetano voltavam a ser incapazes de parar o poderio ofensivo e a estrutura organizada que os caloiros de Engenharia Civil continuavam a mostrar. Um futebol simples com jogadas ao primeiro toque e tabelinhas básicas que desorientaram e desarmaram o talento desorientado que marcou a exibição de CC.

A dez minutos do fim, Ciências da Comunicação perdia por 3-0 e só a sorte e um ombro esquecido de Viana conseguiu facturar contra a goleada que se adivinhava. Um golo que trouxe o animo à equipa e incendiou de novo o espírito na bancada. De repente, o discurso da claque mudou. Depois do golo, Tânia Gomes observava: “eles agora estão a dar mais de si. Mais empenhados, mais concentrados. Acordaram perante a humilhação de três bolas a zero.

O último suspiro de CC ainda reanimou o jogo e motivou um último esforço pela reviravolta, no entanto, a calma e a inteligência de Civil souberam encontrar a fragilidade defensiva do seu oponente e a equipa dilatou a vantagem. Antes do apito final, Ciências da Comunicação ainda fez o segundo golo, mas já nem havia tempo para festejar. O placar acabaria desenhando um 4-2 a favor da equipa da Escola Superior de Tecnologia. Antes de entrar para o balneário em festa, o guardião de Civil contava que ” a receita para a vitória foi a humildade.

A próxima jornada está agendada para 27 de Janeiro do próximo ano, na qual João Caetano promete um plantel renovado.

Luís Soares | Marco Maurício

Uma resposta to “Um bando de pseudo estrelas desorganizadas”

  1. Joana Ferreira Says:

    Penso que esta reportagem está expressiva de mais. Se calhar, jornalismo literário a mais.
    No entanto, é da minha opinião, que a vossa reportagem está excelente. Uma admirável escrita e um óptimo assunto, uma vez que é actual, que nos diz, de alguma forma respeito e que foi presenciado por muitos que colaboram com “o experimental”.

    Continuação de um bom trabalho, e já agora, boa sorte para a “nossa” equipa!!

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