O Canudo regressa às mãos dos estudantes do Algarve

 

 A mais recente edição do Canudo foi lançada a 27 de Novembro de 2008

Criado em 1996 e após alguns anos de interrupção, chega a 33.ª edição do renovado Canudo, que conta agora com 24 páginas.

O jornal universitário terminou por falta de verbas, mas André Dias, ex-presidente da Associação Académica, decidiu ressuscitá-lo e imprimir-lhe nova vitalidade. O novo Canudo assume-se como um jornal universitário e de informação académica, dirigido a um público jovem, com uma particularidade: apostar na formação jornalística de todos aqueles que nele colaboram.

A Associação Académica e a Universidade do Algarve, nomeadamente a reitoria, as escolas e os professores, entendem que é “a fazer que se aprende”, afirma André Dias. Neste jornal, feito oficina, os alunos encontram uma formação extracurricular, com oportunidade de “experimentarem, arriscarem, exporem sem, de certa forma, terem uma obrigação ou receio”, assegura o director.

O jornal serve para que a comunidade estudantil possa despertar o espírito crítico e o gosto pela participação nas actividades académicas. Dificilmente pegamos numa caneta e num papel e apontamos todas as nossas críticas e as nossas queixas. O Canudo “aparece na medida em que a comunicação nos dias de hoje é, de certa forma, o elemento ultimador das pessoas, da formação de opinião e da participação cívica de cada um, dentro da comunidade onde se está inserido”, reflecte André Dias. Para João Marujo, colaborador do projecto há um ano, a grande mais-valia do Canudo está em dar oportunidade aos estudantes de produzirem notícias sobre a Universidade, “que tantas vezes peca por falta de comunicação entre sectores”.

Do ponto de vista de quem colabora, teoria e prática conjugam-se para que o resultado seja melhor. Segundo Tânia Gomes, “para além de ser uma forma de ajudar a obter mais conhecimentos, é uma forma de exercer e pôr em prática conhecimentos teóricos que aprendemos no dia-a-dia. Além disso, também serve como passatempo”.

“É um jornal mensal porque, de facto, não há notícias suficientes para [o] fazer com periodicidade menor”, explica o director do Canudo. Os colaboradores do jornal são maioritariamente estudantes, ou seja, são pessoas com menor disponibilidade. Ainda assim, para André Dias, o facto de o jornal ser mensal é suficiente para os alunos se manterem motivados para fazerem jornalismo escrito.

Hugo Rodrigues, jornalista do jornal Barlavento e chefe de redacção do Canudo, acompanha os colaboradores, revendo e corrigindo os textos à medida que estes vão sendo concluídos.

Os colaboradores do Canudo têm uma formação inicial (como se compõe uma notícia e algumas regras do jornalismo) para aqueles que entram no novo ano lectivo. Segundo André Dias, “há uma preocupação em fazer as coisas bem feitas”. Para os jornalistas que colaboram com o Canudo há mais tempo, e especialmente a todos aqueles que mostram mais apetência e ambição em querer evoluir para os vários tópicos, nomeadamente a reportagem, a entrevista e a investigação, é dada uma formação relativa a um destes campos jornalísticos. Para João Marujo, “as formações que nos são dadas e o trabalho diário na redacção são essenciais para adquirir experiência a nível jornalístico (de campo) e editorial.”

 
Um formato em constante evolução

A reabertura do Canudo veio renovar o formato do jornal, cedendo lugar a uma estrutura mais ambiciosa. As próximas edições do Canudo terão sempre um destaque, que dependerá da decisão do conselho de redacção, e contarão ainda com uma entrevista e um espaço de opinião.

O carácter inovador está também nas temáticas abordadas. Uma página somente dedicada ao ambiente é uma das novidades, “porque achamos que é uma área que interessa ao público-alvo e também uma área que nos interessa a nós que seja noticiada, porque se trata do futuro do planeta e daquilo que envolve. As pessoas tem de começar a ter um pouco mais de consciência”, adverte André Dias. O jornal incluirá ainda uma página para a apresentação de um bom exemplo (uma pessoa que já passou pela Universidade e que teve sucesso no mundo exterior, em várias áreas), uma página de investigação e inovação, duas páginas de cultura, onde terá a colaboração da RUA FM – Rádio Universitária do Algarve, uma página de desporto e outras duas páginas dedicadas somente ao ensino secundário. Quatro páginas darão lugar à notícia, ou seja a actualidade como é registável, no entanto, o Canudo também vai interessar-se sobre outras rubricas, que irão depender de mais investigação. O director acredita que, por ser dirigido a um público jovem, o jornal deve interessar-se por uma componente mais leve e de entretenimento.

Joana Ferreira | Ana Sofia Carvalho

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