Sobre a naturalização de jogadores nas selecções desportivas

Vivemos num mundo em que a globalização atingiu um elevado patamar, uma aldeia global em que as fronteiras se unem e as distâncias se encurtam. O futebol não é excepção. Para além da invasão de jogadores estrangeiros aos campeonatos nacionais, a nacionalização de jogadores e a sua utilização nas selecções nacionais é constantemente tema de debate na nossa sociedade.

A naturalização de jogadores oriundos de outros países já vem de alguns anos atrás, no entanto, o número de naturalizados a representar selecções nacionais aumentou significativamente nos últimos anos.

A brilhante selecção francesa que se sagrou campeã europeia e mundial tinha na sua equipa jogadores que não nasceram no país, entre os quais o grande símbolo da selecção, Zinedine Zidane, de origem argelina. Mais recentemente selecções clássicas e históricas como a Espanha (Senna), Inglaterra (Hardgreaves) e mesmo a Alemanha(Odonkor) optaram pela utilização de jogadores oriundos de outros países nas suas selecções.

A selecção portuguesa tem acompanhado esta tendência. Há anos atrás a naturalização e posterior utilização de Deco pela selecção portuguesa levantou enorme polémica, muitas vozes se insurgiram contra a sua utilização, mas agora, passados mais de quatro anos , poucos são os que não reconhecem o mérito de Deco nos êxitos mais recentes da nossa selecção.

Depois de Deco, a polémica voltou com Pepe, outro brasileiro que representa a selecção nacional, e hoje a discussão centra-se em Liedson, sobre se deve também ser utilizado na selecção.

Muitas pessoas mantêm uma posição firme contra os nacionalizados, no entanto jogadores como Deco mostram que podem contribuir para o desenvolvimento da nossa selecção , trazendo a sua utilização proveitos para a selecção nacional.

No entanto, não se pode entrar em jogos de empresários que buscam a nacionalização de jogadores de forma a valorizar jogadores e facilitar a entrada dos jogadores em clubes europeus de forma a lucrar com os negócios.
Quem representa a selecção nacional deve estar enquadrado no país, conhecer perfeitamente a cultura, a nação, para quando for chamado a representá-la fazê-lo com empenho, dedicação dando o melhor em prol da pátria que representa sentindo-se parte integrante da mesma.

As naturalizações de jogadores têm de ser moderadas, não podendo nunca acontecer como no último mundial de Futsal, em que a selecção italiana, terceira classifica, era na sua totalidade constituída por jogadores de origem brasileira, o que origina perda identidade por parte da selecção, podendo assim afastar o público e o seu apoio.
Muitos dos que são contra a naturalização de jogadores defendem que prejudica os jogadores nacionais, os escalões de formação nacional e a identidade da selecção. Aqueles que são a favor defendem que melhoram a qualidade da mesma.

Os jogadores naturalizados, quando incluídos na nossa sociedade, devem ser tratados como jogadores nacionais, não serem vistos como uma ameaça para a selecção, mas como um acréscimo de qualidade para as selecções.

Tratados de forma igual, quando mostram qualidades devem ser aproveitados, não para taparem o lugar de um jogador nascido no país, mas para representarem a selecção como uma mais-valia, jogadores iguais aos que nasceram no país pois, ambos devem ter o mesmo objectivo dar o melhor em prol da selecção que representam.

 

Ricardo Teresa | Tiago Sacramento

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: